Apesar de futuros ajustes, acordo entre Mercosul e UE já aponta cenário otimista no Brasil

Os reflexos do acordo firmado entre Mercosul e União Europeia já são fortemente percebidos no mercado de importação brasileiro e acende um clarão na atividade do Comércio Exterior e Logística para os próximos anos. O otimismo do mercado não é à toa. A atividade está diretamente conectada com tema e as novas medidas deverão garantir a evolução do segmento, reduzindo a burocracia, otimizando os custos e reduzindo os atuais gargalos.

Especialistas do setor acreditam que o tratado entre a União Europeia e Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, fechado em 28 de junho e que celebra um grande acordo de livre-comércio, envolva cerca de 770 milhões de consumidores.  Foram 20 anos para sair do papel e deverá passar ainda pelo crivo exigente de nações como a França, cujo presidente Emmanuel Macron já levantou a necessidade de ajustes ambientais e sanitários, para atender a demanda diferente de cada país.

Salvo a necessidade de ajustes, já há celebração no Brasil. Um dos maiores players logísticos nacionais, a Multilog, vê de maneira positiva essa assinatura do acordo. “Nossa atuação é muito focada nos mercados internacionais e acordos como esse tendem a demandar um incremento de volumes significativo. Por acreditar no reaquecimento da economia mantivemos os investimentos em estrutura e melhorias de processos para estarmos preparados para esse momento”, comenta Alexandre Heitmann.

O executivo destaca a atuação em diferentes segmentos e os vários investimentos por atividade que atende, como a recente ampliação da área climatizada no Porto Seco de Barueri, estimando um aumento de 300% junto à indústria de fármacos. A empresa conta com 20 unidades de negócios em quatro diferentes estados (SC, SP, PR e RS), podendo armazenar e transportar os mais diversos tipos de produtos. Nos últimos anos, a empresa investiu em infraestrutura, capacitação de pessoas e softwares para otimização de processos que devem ganhar escala na carona de mais este acordo internacional.

“Qualquer acordo internacional, principalmente com um mercado tão desenvolvido como a Europa, assegura de maneira automática o aumento no fluxo de importação e exportação. E para atender a essa demanda, é natural que se evolua na desburocratização dos processos. Por tudo isso precisamos estar preparados para absorver a demanda crescente de serviços que serão necessárias para abastecer toda a cadeia de suprimentos.” celebra Heitmann.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, salienta a importância do Comércio Exterior, que é uma forma estratégica de se compensar mercados distintos em eventuais épocas de crise e, ao mesmo tempo, se inserir no mundo comercial, já que hoje, o Brasil está fora das cadeias globais de valor. “E nós precisamos participar dessas cadeias porque, senão, nós vamos nos transformar em um mero exportador de commodities. O Brasil precisa alcançar mercados maiores e mais atrativos”.


Fonte: Marketing






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