Brasil investe pouco e mal em infraestrutura, avalia economista da FGV

 

Publicado no site: ABTTC - Associação Brasileira dos Retroportuários edas Empresas Transportadoras de Contêineres

 

O Brasil precisaria investir 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura até 2030 caso quisesse elevar o estoque de capital da economia nessas obras para 70% do PIB, segundo Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre­FGV). Para o economista, que fez apresentação no seminário “A agenda de crescimento do Brasil”, sobre inovação e investimento, esse é o nível de estoque de capital observado na média mundial. Atualmente, o capital investido em infraestrutura está em 53% do PIB e o investimento na área não passou de 2,3% ao ano nas últimas três décadas, disse.
 
Para Castelar, essas obras são essenciais para aumentar o potencial de crescimento da economia. “Não é difícil entender a razão. Se a estrada não tem buracos, o caminhão se desgasta menos. Se a estrutura ferroviária permite a passagem de mais trens, a mercadoria escoa com mais rapidez”, afirmou. Como a produtividade do capital privado aumenta, as empresas também se animam mais a investir, já que a rentabilidade dos projetos como um todo aumenta. “Só que estamos na contramão dessa tendência, temos números muito ruins de investimento em infraestrutura”.
 
Um problema ainda maior, segundo o pesquisador, é que o Brasil investe pouco na área e nem todos os recursos destinados à infraestrutura se materializam, de fato, em aumento do capital. “A realidade é ainda pior dos que os números, que assumem que dinheiro que é gasto gera capital, infraestrutura. Mas a realidade é que às vezes não vira, há desperdício”. Entre os exemplos citados por Castelar está a transposição do Rio São Francisco, iniciada em 2005 e com apenas dois terços das obras finalizadas até agora. “Esse é o pior dos mundos, porque o capital está lá parado e quando a obra for contabilizada no investimento em infraestrutura, serão R$ 10 bilhões, quando na verdade o projeto vale R$ 5 bilhões”.
 
Para Castelar, a alternativa são Projetos de Parceria Público­Privadas e concessões. “Os objetivos ficam mais alinhados, já que concessionário está interessado em ter bom projeto e terminar a obra, porque vai geri­la no futuro. Claro que precisa de bom desenho de leilão”, comenta.


Fonte: http://www.abttc.org.br/noticias-do-setor-integra.asp?id=8520






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