Crise tem reflexo positivo nos portos, avalia conselheiro da Associação de Portos de Língua Portuguesa

Publicado em Blog Guarda Sol

Conselheiro da Associação de Portos de Língua Portuguesa (Aplop), ex-presidente dos portos de Aveiro e Figueira da Foz, em Portugal, o engenheiro José Luís Cacho faz parte da comitiva internacional que participa do 9º Congresso da Aplop, em Itajaí. Com experiência em transporte marítimo internacional _ e em enfrentamento de crise _ o executivo falou ao blog sobre o comportamento do mercado no Brasil e destaca a importância dos portos para movimentar a economia em tempos de retração.
A Aplop reúne portos do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor.

De que forma a Aplop contribui para o comércio exterior nos países membros?
Entendemos que podemos contribuir com ganho de produtividade, eficiência, criar processos facilitadores a essas trocas comerciais, e naturalmente contribuir para o desenvolvimento da economia dos países membros. O Brasil um parceiro muito importante da Aplop, e temos expectativa de que com o Brasil na presidência (a Associação Brasileira de Portos foi escolhida esta semana para presidir a entidade) a associação possa ter um papel mais ativo. Outro aspecto é que hoje não existe uma empresa de bandeira de língua portuguesa que seja importante no transporte marítimo, que opere no Atlântico Sul. É algo que queremos ultrapassar, aproximando as pequenas (empresas) de cabotagem, criando uma rede que possa valorizar e potenciar o transporte marítimo no espaço lusófono.

Em comparação com Portugal, o marco regulatório do Brasil é eficiente?
O transporte marítimo para o Brasil é uma questão muito importante dada a dimensão da costa brasileira. Em Portugal temos 800 km de costa, o Brasil tem 8 mil. Não há parâmetros de comparação. Temos acompanhado com atenção o que tem acontecido no Brasil em termos de processo de políticas, de leis portuárias. Existindo os dois modelos, público e privado, propiciam uma concorrência que pode ser saudável, e tem que ser regulada.

O Brasil vive retração econômica…
É um processo global. Tenho acompanhado alguns indicadores de desempenho da economia brasileira, foi o mesmo processo que aconteceu na Europa e contribuiu para a estagnação da economia. Naturalmente que há uma crise política associada a essas coisas, mas isso faz parte do processo. Devemos ser otimistas em relação ao futuro.

Como os portos podem contribuir no enfrentamento da crise?
Aumentando exportação, criar medidas do ponto de vista econômico que permitam potencializar. O Brasil tem potencial de propiciar exportações e já o faz com matérias primas, que têm um peso importante _ a América do Sul é o celeiro do mundo. Mas há outros setores, e esse processo pode ajudar a economia brasileira a olhar mais para fora. Fazer pressão sobre os portos para que haja melhores condições para exportar o que se produz no Brasil. Isso ajuda a economia brasileira a crescer. Essas crises, a médio prazo, têm efeitos positivos.


Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/2016/04/12/17024/?topo=98,2,18,,,15






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