Liberação de cargas demora 61 dias em Viracopos

Publicado em: Correio Popular

Em um momento de economia em recessão, os problemas estruturais de órgãos do governo federal pioram a situação para fabricantes da região de Campinas. A falta de servidores na fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto Internacional de Viracopos provoca uma demora de 61 dias na liberação de cargas especiais como medicamentos e produtos perecíveis. O entrave é recorrente e gera prejuízos para a cadeia produtiva nacional. O terminal tem mais de 423 toneladas de mercadorias paradas em câmaras frigoríficas em decorrência da lentidão da Anvisa.

A Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal, teve que alugar contêineres frigoríficos para garantir a armazenagem das cargas que não tiveram como ser acondicionadas nas câmaras frias do aeroporto. No ano passado, a Anvisa teve que fazer uma força-tarefa para acabar com a longa fila de mercadorias que aguardavam liberação em Viracopos. Na época, o prazo era de 40 dias. Em 15 dias, com o mutirão dos servidores que vieram de outras partes do País, foi possível reduzir o prazo para dois dias.
Em países de primeiro mundo, o despacho de cargas perecíveis e especiais é de no máximo um dia. O gargalo da Anvisa em Viracopos gera prejuízos para os importadores, para a concessionária e também tira a competitividade do produto nacional, segundo análise de especialistas. O assessor de Assuntos Institucionais de Viracopos, Carlos Alberto Alcântara, afirmou que a situação é crítica e que são necessárias ações pontuais e também estruturais.
“A primeira medida é a adoção de uma nova força-tarefa para acabar com o estoque de produtos parados à espera da fiscalização dos servidores da Anvisa. O problema é a quantidade insuficiente de fiscais para o fluxo de mercadorias de Viracopos, que é a principal porta de entrada e de saída de produtos no País. A segunda medida é aumentar o efetivo em Viracopos. Se essa ação não for possível, será necessário a implantação de sistemas eletrônicos que permitam agilizar a fiscalização”, frisou. O executivo disse que a concessionária encaminhou cartas a vários órgãos como a diretoria da Anvisa e o ministro da Saúde, Marcelo Costa e Castro, pedindo uma solução para o problema.
Alcântara salientou que os problemas estruturais da Anvisa jogam por terra os esforços de elevar a competitividade do produto nacional e reduzir custos. “O aeroporto recebeu um grande fluxo de investimentos para melhorar a estrutura física e os processos nos terminais de carga. Mas a demora na fiscalização das mercadorias por falta de pessoal na Anvisa é um entrave para a competitividade do aeroporto”, disse. Ele comentou que a situação crítica provoca a perda de cargas em Viracopos. “Os importadores preferem outros terminais que agilizem mais rapidamente a liberação dos produtos”, apontou.
O assessor observou que as cargas paradas em decorrência da falta de fiscais da Anvisa são remédios, equipamentos especiais, cargas perecíveis e também insumos para fabricantes de medicamentos. “Não dá para cargas tão específicas ficarem paradas durante tanto tempo no aeroporto. São cargas de alto valor agregado. E os importadores utilizam o transporte aéreo porque precisam de agilidade”, ressaltou. Alcântara informou que a concessionária está concedendo descontos para os importadores com cargas paradas há muito tempo e ainda está gastando até agora R$ 30 mil com o aluguel de equipamentos.
A reportagem da Agência Anhanguera de Notícias entrou em contato com a Anvisa, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
SAIBA MAIS
Em 2008, a Anvisa publicou resolução que simplificou os procedimentos de importação e exportação de materiais usados em pesquisas no Brasil. A norma estabeleceu o prazo máximo de 24 horas para a liberação desses materiais nos aeroportos


Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/02/campinas_e_rmc/411410-liberacao-de-carga-demora-61-dias-em-viracopos.html#






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