Notar o que acontece à sua volta pode ser determinante para o sucesso dos negócios

Matéria publicada originalmente na edição de outubro de Época NEGÓCIOS

 

Max H. Bazerman, professor da Harvard Business School, decidiu estudar o fenômeno da atenção humana (como, quando e por que as pessoas notam – ou não – o que acontece à sua volta) ao se dar conta de que ele próprio era um péssimo observador. “Minha mulher vivia reclamando da minha falta de atenção”, diz. Em seu livro The Power of Noticing: What the Best Leaders See (algo como “O poder de perceber: o que os melhores líderes veem”), ele mostra como gestores deixam passar informações críticas, vitais à identificação de oportunidades e riscos. O trabalho consumiu uma década de pesquisa. A seguir, conselhos do autor para aprimorar a atenção.


Ponto de vista do forasteiro


Tente enxergar a operação com os olhos de um recém-chegado. “Quando o cliente me contrata para resolver um problema na empresa, aquilo que eu mais ouço é: ‘Aqui a gente não faz as coisas desse jeito’”, diz Bazerman. As empresas, ao longo dos anos, adquirem cacoetes e vícios difíceis de largar. “Muitas vezes, as soluções óbvias contrariam o jeitão tradicional de fazer as coisas internamente”, afirma.

Verifique os processos


Um pouco de atenção aos detalhes ajuda a identificar, por exemplo, incentivos internos que não melhoram a produtividade. Numa empresa à qual Bazerman prestou consultoria, o autor identificou um probleminha que passara batido pelos gerentes, mas que explicava os constantes calotes: os vendedores ganhavam comissão por venda fechada, não pela auferida. Para engordar a comissão, faziam vista grossa aos maus pagadores.


Olhar para dentro


Quando algo dá errado na empresa (um lançamento de produto que fracassa, por exemplo), a tendência natural é buscar causas externas que expliquem o erro. “É melhor fazer o caminho inverso e focar a análise nas causas internas”, diz Bazerman. “Quais são os sinais que passaram despercebidos por nós? Quais as condutas da empresa que estão viciadas? Será que não nos deixamos enganar por sinais ambíguos?”

Espalhe a ideia

Fala-se muito em “exportar boas práticas” nas empresas. Segundo Bazerman, o cultivo da atenção também é algo que pode ser disseminado pela organização. “Como líder, não adianta você aprimorar a sua capacidade de prestar atenção se sua equipe permanecer alheia a esse esforço”, diz. “Explique a eles as vantagens de se tornar um ‘prestador de atenção de primeira classe’.”

Abertura de foco

Uma das principais causas da baixa atenção dos executivos é, paradoxalmente, o foco excessivo. “Isso eu notei em mim mesmo. Explicou por que eu era um mau observador”, diz Bazerman. A tendência de estreitar a visão aos mínimos detalhes faz o executivo perder a perspectiva do quadro maior – e deve ser evitada.


Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Ideias/noticia/2015/01/dificil-arte-de-prestar-atencao.html






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