O ano para impulsionar a estabilidade

Publicado em: Revista Portuária

Empresários opinam sobre 2016, que será o ano de pensar estratégias para que os negócios fluam

Se em anos anteriores os brasileiros puderam projetar crescimento nos mais variados setores, em 2016 o que todos querem é estabilidade. Não perder é o pensamento do empresariado que antes almejava lucrar. Uma expectativa razoável diante do momento de retração. Contudo, mesmo cautelosos, muitos tem em seu discurso para este ano um tom otimista.

O otimismo está justamente na capacidade que as empresas e setores têm de inovar e se reinventar. É nessa renovação que muitos setores apostam para 2016. Empresários e dirigentes de entidades de classe dão suas perspectivas para esta 2016, que está apenas começando. 

“Hoje talvez o mecanismo mais importante que a indústria catarinense tem para se recuperar é a inovação. Aproveitar esse período para evoluir em termos de produtos, processos e a questão da qualificação dos trabalhadores. O Brasil precisa aproveitar a disponibilidade dos quase 1,5 milhão de trabalhadores que perderam seus empregos nos últimos doze meses e fazer um forte programa de qualificação para que os profissionais possam retornar ao setor produtivo.”

Glauco José Côrte, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)

 

“O empenho do Governo do Estado a frente do processo de gestão do Porto de Imbituba, está proporcionando sermos o Porto que mais cresce no sul do Brasil e, com isso, ajudando a impulsionar a economia na região sul de SC. Contamos com um crescimento ainda maior no ano de 2016, superando 4 milhões de toneladas movimentadas, consolidando um crescimento de 100% na movimentação desde que a SCPar Porto de Imbituba assumiu o Porto.”

Rogério Pupo, presidente do Porto de Imbituba

“Será um ano de muitos desafios e grandes oportunidades, estamos entusiasmados com o surgimento de novas demandas e estruturados para atendê-las”.

Cristhian Werner, branch director da Blu Logistics

“Apesar do quadro de instabilidade e das projeções negativas para este ano de 2016 o setor pesqueiro e qualquer outra área econômica do Brasil deve se manter cautelosa. Mas a cautela não pode impactar na qualidade e na produção. Na nossa área que já vem acumulando prejuízos nos últimos anos, por inúmeras dificuldades, existe uma necessidade neste ano de uma atuação mais forte junto ao governo federal para que possamos garantir incentivos, revisões de normativas e uma política mais voltada para a valorização do produto nacional que hoje sofre prejuízos devido à concorrência com os importados. Mesmo assim é preciso destacar que somos uma das mais influentes economias do Brasil e do Estado e não é a primeira vez que passamos por uma crise econômica. Tenho certeza que com trabalho, planejamento e otimismo, vamos superar este momento.”

Jorge Neves, presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi)

“O ano de 2016 será, sem dúvida, desafiador. Com este clima de instabilidade, entendo que mais do que esperar algo deste novo ano, é 2016 que espera muito de nós. Temos a chance de repensar nossos valores e nos desvincular da ‘Lei de Gerson’ cobrando uma postura mais ética da classe política assim como de nós mesmos como cidadãos. Chegou o momento de questionarmos a pesada carga tributária que pagamos para sustentar uma máquina pesada e ineficiente e por outro lado sermos mais produtivos e empreendedores.”

Jair Bondicz, vice-presidente de Mercados Emergentes da Sutherland Global Services

“O ano que passou foi desafiador no que diz respeito aos volumes e aos serviços operados. Assistimos à indústria de navegação reduzir escalas, ao preço do frete cair em níveis históricos e, como consequência, a maior parte dos terminais brasileiros precisou se adaptar comercialmente e revisar suas expectativas. Neste aspecto, a APM Terminals fez seu dever de casa. Com maior flexibilidade nas operações de cais, diversificação de cargas e serviços inovadores oferecidos aos exportadores e importadores, passamos a disponibilizar soluções integradas, facilitando a rotina dos nossos clientes. Foi um período de muito aprendizado e esperamos colher frutos em 2016. Sabemos que não será um ano fácil. Os indicadores macroeconômicos mostram pessimismo, mas para a APM Terminals, que pensa em longo prazo, o país continua sendo importante e cheio de oportunidades. O que precisamos, com urgência, é de celeridade nos processos que dependem de aprovação do governo federal, como é o caso da prorrogação de prazo do nosso contrato de arrendamento de Itajaí.”

Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals Brasil

“Ao longo dos anos, a Portonave vem realizando expressivos investimentos, apresentando desempenho e resultados importantes. O processo é estruturado para atingir bons índices de produtividade e garantir o funcionamento de todo o conjunto. Iniciamos 2016 com a nossa área de expansão em pleno funcionamento, uma estrutura física bem estruturada e a disponibilidade de importantes linhas de navegação. A força e a disposição da nossa equipe é também um fator de destaque. Assim, estamos preparados para nos mantermos competitivos e crescermos de forma consistente apesar da conjuntura econômica atual.”

Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente administrativo da Portonave

“Que em 2016 o Porto de Itajaí consiga, por meio de suas obras e ações, atender as demandas que o mercado lhe impõe, pois não existe porto apenas operante, mas sim porto eficiente e competitivo.”

Antonio Ayres dos Santos Jr, superintendente do Porto de Itajaí

“É fato que iniciamos 2016 com uma situação um tanto quanto complicada, com o dólar batendo na casa dos R$ 4, com uma inflação beirando os 11% em 2015, alta dos combustíveis, alta da energia, uma séria crise política. Ou seja, todos os componentes imagináveis para desanimar qualquer pessoa e, por incrível que possa parecer, é exatamente este cenário de dificuldades que incentiva os empresários a inventarem maneiras criativas para vencer.

Temos no turismo local e nas atividades relacionadas o melhor exemplo disto, pois a alta do dólar fomentou o turismo nacional e como contamos com um dos mais procurados destinos turísticos do Brasil, o turismo catarinense espera bater recordes neste ano, carregando consigo o crescimento de todos os ramos do comércio.

Desta forma, a palavra de ordem é investir ao invés de retrair. Somente com estruturas e estoques adequados é possível aproveitar essa procura por nossa região.”

Marcello Petrelli, presidente da Intersindical Patronal

 

 


Fonte: http://www.revistaportuaria.com.br/noticia/16858






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