Você está pronto para a segunda revolução industrial?

Impulsionada por uma série de mudanças tecnológicas, uma grande transformação no modo como trabalhamos está em curso. Entenda como mentes, máquinas e fábricas brilhantes se combinam para construir um novo paradigma – e como os líderes de negócios devem se preparar para ele

É inegável a contribuição da conectividade para a aceleração dos processos de mudança. E não estamos falando só de ritmo, mas também de magnitude. Um exemplo contundente é o e-mail. Seu uso comercial foi disseminado há mais de vinte anos e, em boa medida, está por trás das principais mudanças na rotina de trabalho de executivos, cientistas e estudantes. Outro são os telefones celulares. Ambos facilitam a mobilidade e a flexibilização das relações corporativas. Mas, apesar da extensa evolução já promovida, essas tecnologias não chegaram a transformar por completo o que chamamos de trabalho. Esse salto está reservado para uma segunda onda, impulsionada pelas inovações que estão em curso hoje – como a internet industrial, as plataformas colaborativas e o Big Data.


O futuro do trabalho: tudo o que você precisa saber


Essas inovações são a força motriz de uma radical mudança em curso na indústria, que impacta o modo de conceber e manufaturar produtos; o que, por sua vez, contribui diretamente para o que esses novos produtos são capazes de fazer. Já é possível moldar a inteligência humana em máquinas, que trazem novos insights, aumentam a velocidade do ciclo produtivo e ampliam o conhecimento de modo geral. Inevitável, portanto, que o futuro do trabalho esteja atrelado a essas tendências. As complexas redes de suprimentos e de distribuição que alinhavam a economia global ficarão mais integradas, rápidas, flexíveis e resilientes. Mas, e para os executivos que tocam o dia a dia das empresas que compõem essas redes, o que muda? Qual o futuro do trabalho para eles e para os outros profissionais que trabalham com eles?

Cérebro global Graças às tecnologias que proporcionam maior conectividade, vivemos uma nova revolução industrial. Cada vez mais, todo e qualquer objeto poderá ser considerado um gadget: eles irão se conectar aos seres humanos – e uns aos outros. Essa interconectividade entre as máquinas e as pessoas irá promover uma maior flexibilização das relações estimular a emergência de forças de trabalho mais empreendedoras e criativas. Em uma realidade feita de fábricas inteligentes, características como essas, em que os seres humanos têm clara vantagem sobre as máquinas, serão estimuladas também pelo maior acesso à educação e pela crescente inclusão digital. Tudo isso combinado à comunicação máquina a máquina e ao uso integrado de Big Data irá desembocar na construção de processos mais eficientes, colaborativos e personalizados.

Um estudo publicado pelo economista-chefe da GE, Marco Annunziata, e pelo cientista-chefe de manufatura da GE, Stephan Biller, conecta as três forças que moldam o futuro do trabalho. Annunziata e Biller dissecam esses três elementos e concluem que “o futuro do trabalho será tão ou mais transformador que a Revolução Industrial.” Para eles, essa transformação não se dá da noite para o dia. Como as sementes foram plantadas há algum tempo, entramos agora no estágio de aceleração da mudança. “Vamos viver agora a fase em que essas evoluções se tornam de repente muito mais visíveis, a fase em que a ficção científica se transforma rapidamente em realidade.”

E uma das faces mais evidentes de tudo isso são as fábricas inteligentes. Nelas, desaparecem as manutenções não programadas, que provocam atrasos de produção e ineficiências de custo. A tônica é a da inovação aberta, em que diferentes empresas e profissionais trabalham em rede, colaborativamente, para desenvolver produtos e serviços tão revolucionários quanto essas mentes possam imaginar. A cadeia produtiva é integrada digitalmente, conectando todas as áreas necessárias, do design à distribuição. E o conceito de trabalho ganha um upgrade com a convergência de mentes, máquinas e fábricas brilhantes. Uma consequência direta dessas transformações é a redefinição do cenário competitivo nos mais diversos setores, influenciando os padrões do comércio internacional e da distribuição global de renda.

Mentes + fábricas brilhantes Embora seja irreversível, a convergência entre mentes e fábricas brilhantes não se dará naturalmente. Serão necessários ajustes nos métodos e sistemas de gestão e na estrutura das organizações. Também é fundamental desenvolver mecanismos de segurança para evitar ciber-ataques, proteger a propriedade intelectual e o sigilo das informações. A educação continuada é outro elemento fundamental para permitir que essa transformação disruptiva tenha seus impactos sobre o mercado de trabalho minimizados. E conhecer os detalhes que compõem cada uma das três principais forças motrizes é uma importante ferramenta para conduzir esse processo de transição.

Internet industrial: A integração entre o mundo virtual e o mundo físico se dá também no chão de fábrica, onde a comunicação máquina a máquina é viabilizada pela computação em nuvem. Mais do que inteligentes, as fábricas passam a ser brilhantes. Sensores acoplados às máquinas fornecem monitoramento constante. Esses dados, analisados por softwares integrados (que comumente chamamos de Big Data), darão subsídios à manutenção preditiva. Ou seja: no lugar de paradas não planejadas, as próprias máquinas dirão em que momento precisam de intervenções e os procedimentos de manutenção serão integrados ao planejamento da produção que, assim, se tornará mais eficiente.

Plataformas colaborativas: Outro aspecto importante desse novo modo de trabalhar é a integração entre diferentes equipes e especialistas espalhados por diversos pontos do globo. Plataformas digitais integradas, seguras, armazenadas na nuvem, permitem novas modalidades de cooperação entre empresas e equipes, pois lhes garantem a segurança e o sigilo das informações. Sistemas de desenvolvimento abertos, em que diversos profissionais ajudam a construir um sistema (e cujo exemplo mais conhecido é o sistema Linux), e estruturas de crowdsourcing, em que muitas pessoas podem colaborar com insights e informações para ajudar na criação do produto final, também darão a tônica dessa nova forma de trabalhar.

Manufatura avançada: Com a ajuda de novos materiais e técnicas, o próprio conceito de manufatura passa por uma redefinição. O modo como os objetos são produzidos está mudando, ganhando agilidade e, sobretudo, flexibilidade. As impressoras 3D são parte fundamental nessa mudança. Elas permitem produzir peças e produtos que a os sistemas de manufatura tradicionais eram incapazes de entregar. Com elas, é possível trabalhar um espectro mais amplo de materiais – como o uso de cerâmica em componentes de turbinas de avião, por exemplo. As impressoras 3D também viabilizam a existência de microfábricas, capazes de produzir em grande escala e com alto grau de personalização, inaugurando uma era de customização em massa.

Big Data: Além de contribuir para eliminar as paradas não programadas, o fluxo constante de dados interpretados a partir de ferramentas analíticas encurta os ciclos de aprendizagem que conectam o design à produção. E é o Big Data que permite a materialização da principal característica de uma fábrica brilhante: uma conexão digital que integra imediatamente as três áreas mais importantes da cadeia de valor – o design, os sistemas operacionais de manufatura e os serviços relacionados à operação. Essa conexão proporciona um ciclo de feedback contínuo que acelera o ciclo de desenvolvimento de produtos e reduz ineficiências na cadeia produtiva.

O cliente mais importante Mas, se as fábricas passam a ser capazes de produzir tantas coisas quanto as pessoas forem capazes de imaginar, como ficam as carreiras executivas? Que desafios os líderes de negócios devem se preparar desde já para endereçar? Que habilidades serão fundamentais para o sucesso? O que é preciso aprender (ou até mesmo desaprender)? Ana Lúcia Caltabiano, diretora de RH da GE para a América Latina, afirma que a rapidez com que essas mudanças vêm se desenrolando nos obriga a um profundo processo de reflexão. “Como, em meio às urgências do dia a dia, pensar também no que ainda não foi inventado?”

Para Ana Lúcia, uma habilidade fundamental é a de buscar visões de futuro e trazê-las, o tempo todo, para o dia a dia. “ Há perguntas que nós, executivos, devemos nos fazer sempre: Quais as tecnologias que podem nos ajudar? Que tipo de pessoas é importante contratar? Como os produtos que temos hoje se conectam com as tecnologias em desenvolvimento de modo a trazer resultados para a companhia?”, diz ela. E completa: “Além da capacidade de olhar o futuro, é preciso abrir espaços adequados para que este olhar possa se desenvolver. Criar na agenda espaços para aprender, estudar, se preparar para o futuro é fundamental. É algo que não acontece por osmose: se a gente não cria esse espaço, ele não existe.”

O investidor americano Charles Munger, sócio de Warren Buffett há quase 40 anos anos, gosta de ressaltar a importância da criação de espaços para aprendizado contínuo. Em discurso de formatura dirigido à turma de Direito da Universidade da Carolina do Sul, em 2007, Munger disse: “se a civilização consegue progredir com apenas um novo método avançado, você só pode progredir quando aprende um método para aprender continuamente.”

E é o sócio mais famoso quem revela o método adotado por Munger para, mesmo aos 90 anos, manter o olhar afiado. Em sua biografia autorizada “The Snowball”, Warren Buffett conta que, quando Munger ainda era um jovem advogado que ganhava não mais do que US$ 20 por hora, ele passou a “vender” uma hora de seu dia para si mesmo. Ao se perguntar quem era seu cliente mais importante, Munger decidiu que era ele mesmo. “Apenas depois de dedicar uma hora inteira ao aprimoramento de minha própria mente, eu passava a vender as horas do meu dia para outros clientes. E fiz isso por um bom número de anos."

Em um mundo mais integrado, em que as hierarquias são mais achatadas e em que a linha que separa um parceiro de um concorrente é cada vez mais tênue, investir em aprendizado continuo é condição sine qua non para se manter em posição de liderança. “É preciso se desafiar nas próprias competências e contestá-las o tempo todo”, diz Ana Lúcia. “O grande desafio dos executivos é se abrir para o novo e ser tão arrojado no poder de engajamento quanto são em habilidades mais técnicas, como a capacidade de avaliação de riscos ou de planejamento estratégico.”

Impulsionada por uma série de mudanças tecnológicas, uma grande transformação no modo como trabalhamos está em curso. Entenda como mentes, máquinas e fábricas brilhantes se combinam para construir um novo paradigma – e como os líderes de negócios devem se preparar para ele

É inegável a contribuição da conectividade para a aceleração dos processos de mudança. E não estamos falando só de ritmo, mas também de magnitude. Um exemplo contundente é o e-mail. Seu uso comercial foi disseminado há mais de vinte anos e, em boa medida, está por trás das principais mudanças na rotina de trabalho de executivos, cientistas e estudantes. Outro são os telefones celulares. Ambos facilitam a mobilidade e a flexibilização das relações corporativas. Mas, apesar da extensa evolução já promovida, essas tecnologias não chegaram a transformar por completo o que chamamos de trabalho. Esse salto está reservado para uma segunda onda, impulsionada pelas inovações que estão em curso hoje – como a internet industrial, as plataformas colaborativas e o Big Data.

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Essas inovações são a força motriz de uma radical mudança em curso na indústria, que impacta o modo de conceber e manufaturar produtos; o que, por sua vez, contribui diretamente para o que esses novos produtos são capazes de fazer. Já é possível moldar a inteligência humana em máquinas, que trazem novos insights, aumentam a velocidade do ciclo produtivo e ampliam o conhecimento de modo geral. Inevitável, portanto, que o futuro do trabalho esteja atrelado a essas tendências. As complexas redes de suprimentos e de distribuição que alinhavam a economia global ficarão mais integradas, rápidas, flexíveis e resilientes. Mas, e para os executivos que tocam o dia a dia das empresas que compõem essas redes, o que muda? Qual o futuro do trabalho para eles e para os outros profissionais que trabalham com eles?

Cérebro global Graças às tecnologias que proporcionam maior conectividade, vivemos uma nova revolução industrial. Cada vez mais, todo e qualquer objeto poderá ser considerado um gadget: eles irão se conectar aos seres humanos – e uns aos outros. Essa interconectividade entre as máquinas e as pessoas irá promover uma maior flexibilização das relações estimular a emergência de forças de trabalho mais empreendedoras e criativas. Em uma realidade feita de fábricas inteligentes, características como essas, em que os seres humanos têm clara vantagem sobre as máquinas, serão estimuladas também pelo maior acesso à educação e pela crescente inclusão digital. Tudo isso combinado à comunicação máquina a máquina e ao uso integrado de Big Data irá desembocar na construção de processos mais eficientes, colaborativos e personalizados.

Um estudo publicado pelo economista-chefe da GE, Marco Annunziata, e pelo cientista-chefe de manufatura da GE, Stephan Biller, conecta as três forças que moldam o futuro do trabalho. Annunziata e Biller dissecam esses três elementos e concluem que “o futuro do trabalho será tão ou mais transformador que a Revolução Industrial.” Para eles, essa transformação não se dá da noite para o dia. Como as sementes foram plantadas há algum tempo, entramos agora no estágio de aceleração da mudança. “Vamos viver agora a fase em que essas evoluções se tornam de repente muito mais visíveis, a fase em que a ficção científica se transforma rapidamente em realidade.”

E uma das faces mais evidentes de tudo isso são as fábricas inteligentes. Nelas, desaparecem as manutenções não programadas, que provocam atrasos de produção e ineficiências de custo. A tônica é a da inovação aberta, em que diferentes empresas e profissionais trabalham em rede, colaborativamente, para desenvolver produtos e serviços tão revolucionários quanto essas mentes possam imaginar. A cadeia produtiva é integrada digitalmente, conectando todas as áreas necessárias, do design à distribuição. E o conceito de trabalho ganha um upgrade com a convergência de mentes, máquinas e fábricas brilhantes. Uma consequência direta dessas transformações é a redefinição do cenário competitivo nos mais diversos setores, influenciando os padrões do comércio internacional e da distribuição global de renda.

Mentes + fábricas brilhantes Embora seja irreversível, a convergência entre mentes e fábricas brilhantes não se dará naturalmente. Serão necessários ajustes nos métodos e sistemas de gestão e na estrutura das organizações. Também é fundamental desenvolver mecanismos de segurança para evitar ciber-ataques, proteger a propriedade intelectual e o sigilo das informações. A educação continuada é outro elemento fundamental para permitir que essa transformação disruptiva tenha seus impactos sobre o mercado de trabalho minimizados. E conhecer os detalhes que compõem cada uma das três principais forças motrizes é uma importante ferramenta para conduzir esse processo de transição.

Internet industrial: A integração entre o mundo virtual e o mundo físico se dá também no chão de fábrica, onde a comunicação máquina a máquina é viabilizada pela computação em nuvem. Mais do que inteligentes, as fábricas passam a ser brilhantes. Sensores acoplados às máquinas fornecem monitoramento constante. Esses dados, analisados por softwares integrados (que comumente chamamos de Big Data), darão subsídios à manutenção preditiva. Ou seja: no lugar de paradas não planejadas, as próprias máquinas dirão em que momento precisam de intervenções e os procedimentos de manutenção serão integrados ao planejamento da produção que, assim, se tornará mais eficiente.

Plataformas colaborativas: Outro aspecto importante desse novo modo de trabalhar é a integração entre diferentes equipes e especialistas espalhados por diversos pontos do globo. Plataformas digitais integradas, seguras, armazenadas na nuvem, permitem novas modalidades de cooperação entre empresas e equipes, pois lhes garantem a segurança e o sigilo das informações. Sistemas de desenvolvimento abertos, em que diversos profissionais ajudam a construir um sistema (e cujo exemplo mais conhecido é o sistema Linux), e estruturas de crowdsourcing, em que muitas pessoas podem colaborar com insights e informações para ajudar na criação do produto final, também darão a tônica dessa nova forma de trabalhar.

Manufatura avançada: Com a ajuda de novos materiais e técnicas, o próprio conceito de manufatura passa por uma redefinição. O modo como os objetos são produzidos está mudando, ganhando agilidade e, sobretudo, flexibilidade. As impressoras 3D são parte fundamental nessa mudança. Elas permitem produzir peças e produtos que a os sistemas de manufatura tradicionais eram incapazes de entregar. Com elas, é possível trabalhar um espectro mais amplo de materiais – como o uso de cerâmica em componentes de turbinas de avião, por exemplo. As impressoras 3D também viabilizam a existência de microfábricas, capazes de produzir em grande escala e com alto grau de personalização, inaugurando uma era de customização em massa.

Big Data: Além de contribuir para eliminar as paradas não programadas, o fluxo constante de dados interpretados a partir de ferramentas analíticas encurta os ciclos de aprendizagem que conectam o design à produção. E é o Big Data que permite a materialização da principal característica de uma fábrica brilhante: uma conexão digital que integra imediatamente as três áreas mais importantes da cadeia de valor – o design, os sistemas operacionais de manufatura e os serviços relacionados à operação. Essa conexão proporciona um ciclo de feedback contínuo que acelera o ciclo de desenvolvimento de produtos e reduz ineficiências na cadeia produtiva.

O cliente mais importante Mas, se as fábricas passam a ser capazes de produzir tantas coisas quanto as pessoas forem capazes de imaginar, como ficam as carreiras executivas? Que desafios os líderes de negócios devem se preparar desde já para endereçar? Que habilidades serão fundamentais para o sucesso? O que é preciso aprender (ou até mesmo desaprender)? Ana Lúcia Caltabiano, diretora de RH da GE para a América Latina, afirma que a rapidez com que essas mudanças vêm se desenrolando nos obriga a um profundo processo de reflexão. “Como, em meio às urgências do dia a dia, pensar também no que ainda não foi inventado?”

Para Ana Lúcia, uma habilidade fundamental é a de buscar visões de futuro e trazê-las, o tempo todo, para o dia a dia. “ Há perguntas que nós, executivos, devemos nos fazer sempre: Quais as tecnologias que podem nos ajudar? Que tipo de pessoas é importante contratar? Como os produtos que temos hoje se conectam com as tecnologias em desenvolvimento de modo a trazer resultados para a companhia?”, diz ela. E completa: “Além da capacidade de olhar o futuro, é preciso abrir espaços adequados para que este olhar possa se desenvolver. Criar na agenda espaços para aprender, estudar, se preparar para o futuro é fundamental. É algo que não acontece por osmose: se a gente não cria esse espaço, ele não existe.”

O investidor americano Charles Munger, sócio de Warren Buffett há quase 40 anos anos, gosta de ressaltar a importância da criação de espaços para aprendizado contínuo. Em discurso de formatura dirigido à turma de Direito da Universidade da Carolina do Sul, em 2007, Munger disse: “se a civilização consegue progredir com apenas um novo método avançado, você só pode progredir quando aprende um método para aprender continuamente.”

E é o sócio mais famoso quem revela o método adotado por Munger para, mesmo aos 90 anos, manter o olhar afiado. Em sua biografia autorizada “The Snowball”, Warren Buffett conta que, quando Munger ainda era um jovem advogado que ganhava não mais do que US$ 20 por hora, ele passou a “vender” uma hora de seu dia para si mesmo. Ao se perguntar quem era seu cliente mais importante, Munger decidiu que era ele mesmo. “Apenas depois de dedicar uma hora inteira ao aprimoramento de minha própria mente, eu passava a vender as horas do meu dia para outros clientes. E fiz isso por um bom número de anos."

Em um mundo mais integrado, em que as hierarquias são mais achatadas e em que a linha que separa um parceiro de um concorrente é cada vez mais tênue, investir em aprendizado continuo é condição sine qua non para se manter em posição de liderança. “É preciso se desafiar nas próprias competências e contestá-las o tempo todo”, diz Ana Lúcia. “O grande desafio dos executivos é se abrir para o novo e ser tão arrojado no poder de engajamento quanto são em habilidades mais técnicas, como a capacidade de avaliação de riscos ou de planejamento estratégico.”


Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Caminhos-para-o-futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/04/voce-esta-pronto-para-segunda-revolucao-industrial.html






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